A irreversibilidade da sofisticação do design de iluminação nos espaços de trabalho

O mundo digital tem tido um impacto muito forte nos espaços de trabalho e a iluminação não é excepção.  A estrutura dos espaços de trabalho tem vindo a alterar-se, dado que evoluiu bastante ao longo do tempo, tendo a Iluminação vindo a adaptar-se à arquitetura.

A evolução é constante.

A transformação da forma de comunicação entre as pessoas, decorrente da evolução tecnológica, tem tido influência na estrutura dos espaços de trabalho, revolucionando  não só a organização espacial mas também o aspecto da iluminação.

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HSBC Atrium, China. Design de iluminação: MindsEye Lighting Consultants

O exercício da arquitetura passou da criação de espaços inflexíveis, individualistas e com barreiras físicas, com mobiliário fixo, para um exercício de concepção de espaços arquitectónicos versáteis, em que os ambientes são dinâmicos, estimulantes e em que os lugares ocupados pelas pessoas tendem a não ser fixos e formais. Com esta mudança, surge, naturalmente, a necessidade do recurso à iluminação, com o intuito de criar atmosferas adaptadas às exigências do trabalho para um bom desempenho das tarefas, numa tentativa de aparência estética agradável, que ajude a proporcionar bem-estar. A iluminação é, sem dúvida, uma especialidade gradualmente considerada, sendo atualmente uma ferramenta fundamental, quer a nível estético, na valorização da arquitetura, quer a nível funcional, melhorando, assim, a qualidade dos espaços de trabalho em geral.

De facto, não é só nos projetos residenciais e sociais, mas especialmente nos ambientes de trabalho  que a exigência de uma iluminação estruturada é importante. Uma iluminação adequada é fundamental dado que as pessoas passam muito tempo das suas vidas nestes espaços devido à pesada carga horária, havendo a necessidade de produzir paralelamente zonas de convívio, de lazer e de descanso por forma a estimular a motivação e promover bem-estar.  Surge, então, a necessidade de assegurar alguns aspectos importantes no espaço de trabalho em geral; a qualidade e quantidade da luz são, sem dúvida, dois aspectos muito importantes quando pensamos na iluminação adaptada aos espaços de trabalho.  Assim, esta iluminação deve assegurar conforto,  produzindo a sensação de bem-estar nos trabalhadores, assim como o bom desempenho nas tarefas. Ou seja, as pessoas terão de executar os seus trabalhos confortavelmente, com a sensação de segurança, com espaço uniformemente iluminado, sem grandes contrastes ou zonas escuras. É nestes padrões de qualidade da iluminação  que o usuário irá sentir-se bem, estimulando a produtividade e a motivação. Por exemplo, a  Normativa Europeia   EN 12464 lança as boas práticas de iluminação em termos de qualidade e quantidade, recomendado parâmetros fotométricos essenciais para garantir o conforto visual.

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Venture Capital Office Building – Menlo Park, CA. USA. Design de iluminação: Sean O’Connor Lighting Inc. Foto: Eric Staudenmaier

As tarefas de trabalho vão tornando-se cada vez mais variadas e o trabalho de mesa é frequentemente conjugado com tarefas criativas e comunicativas.  Em alguns casos, nos ambientes modernos o utilizador do espaço já pode  ajustar individualmente a intensidade e a temperatura da cor, por exemplo, já  pode configurar situações de iluminação conforme as suas preferências. As empresas normalmente beneficiam de um sistema de gestão de iluminação e de controlo inteligente de configurações para alterar a iluminação de acordo com as necessidades individuais.

Os requisitos dos espaços de trabalho estão em constante evolução e, com eles, também os requisitos do sistema de iluminação terão tendência a ser diferentes.

… Interrogamo-nos, assim como serão os espaços do futuro?

…Como será a iluminação no mundo de trabalho digital?

…Qual será o papel da iluminação?

A tendência aponta inquestionavelmente para a adopção de programas de iluminação flexíveis, personalizáveis e com configurações parametrizadas para diferentes cenas de luz. Esta flexibilidade ao nível do design de iluminação requer ferramentas que são já implementadas recorrendo a equipamentos de domótica que consistem essencialmente em sistemas de controlo digital.

Joana Forjaz

Créditos:

1- Projecto: HSBC Atrium, China, Lighting Design: MindsEye Lighting Consultants. Arquitectura: Foster + Partners. http://www.mondoarc.com/hsbc-atrium-china/

2- Projecto: Venture Capital Office Building, Menlo Park, CA. USA.  Lighting Design: Sean O’Connor, Becky, Yam, Martha Lopacki, Sean O’Connor Lighting Inc.  Arquitectura: Paul Murdoch Architects. Photography: Eric Staudenmaier

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